Do trem parado ao VLT: o que muda de verdade no Subúrbio
O sistema começou a rodar com passageiros entre a Calçada e o Lobato. Comparamos o trem que saiu de cena em 2021 com o que está entrando no lugar.
Depois de cinco anos com o Subúrbio sem trem, o VLT de Salvador começou a operar com passageiros em 29 de junho de 2026, no trecho entre a estação Calçada e a parada Lobato. É a chamada operação assistida: o sistema roda de verdade, com gente dentro, enquanto os ajustes finais continuam.
O antigo trem do Subúrbio, que ligava a Calçada a Paripe, parou de circular em 2021 para que as obras do novo sistema pudessem começar. Quem depende da região para trabalhar ficou esse tempo todo dependendo de ônibus.

O que muda do trem antigo para o VLT
O trem que saiu de cena era um sistema dos anos 1860, adaptado ao longo de mais de um século, com composições antigas e paradas sem estrutura. O que entra no lugar é outro patamar:
- 40 quilômetros de trilhos e 42 paradas, contra o trecho curto e único de antes
- três trechos: Comércio–Ilha de São João, Paripe–Águas Claras e Águas Claras–Piatã
- 40 composições novas, do modelo URBOS 3
- R$ 5,4 bilhões investidos, incluindo drenagem, macrodrenagem, contenção de encostas, iluminação e urbanização no entorno
Não é só troca de trem: boa parte do dinheiro foi para a obra em volta dos trilhos — encosta, drenagem e iluminação —, que é o que costuma faltar no Subúrbio.
O que ainda falta
O trecho em operação é o primeiro pedaço. A expectativa do governo do estado é ativar mais trechos ao longo do segundo semestre de 2026. A licitação de um novo trecho, ligando a Parada Santa Luzia, no Lobato, à Estação Retiro do metrô, teve a abertura das propostas remarcada para 8 de outubro, depois de mudanças no edital.
Enquanto os trechos não são entregues, o deslocamento de quem mora em Paripe, Periperi ou Plataforma até o centro continua dependendo de ônibus.
Informações apuradas por Muita Informação, SEPLAN-BA e Subúrbio Online.