Imposto novo no carro em 2027: versão sustentável sai zerada, e gasolina e diesel pagam mais
MP do governo federal cria o Imposto Seletivo a partir de 2 de fevereiro. Zera para versão sustentável, PcD e taxista, e ainda depende do Congresso.

Narração automática com voz de inteligência artificial; a pronúncia pode errar nomes próprios.
Vem imposto novo no carro, e é bom entender antes de pensar em trocar de carro ou financiar um zero. O presidente Lula assinou, em 4 de novembro, a Medida Provisória 1.399, que define as alíquotas do Imposto Seletivo. É o chamado "imposto do pecado", criado pela reforma tributária para cobrar mais de produtos que fazem mal à saúde ou ao meio ambiente: cigarro, bebida e também carro. A cobrança está marcada para começar em 2 de fevereiro de 2027. Mas tem um detalhe: pra virar lei, a MP ainda precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Hoje o carro novo paga IPI. A partir de fevereiro de 2027, entra o Imposto Seletivo no lugar dele. A lógica é simples:
- Carro que polui mais e tem motor mais forte paga mais.
- Carro econômico, mais seguro e mais reciclável paga menos.
- Alguns carros podem sair com imposto zero.
Segundo o Ministério da Fazenda, em 2027 a conta final vai corresponder às alíquotas do IPI cobradas hoje. Ou seja, o imposto muda de nome e de regra, mas a ideia do governo é não pesar mais em 2027. A briga grande fica para 2028, como explicamos mais abaixo.
O texto da MP zera o imposto em três casos de carro:
- Carro com "registro de versão sustentável" dado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A versão precisa cumprir, ao mesmo tempo, regras de emissão de gás carbônico, de reciclagem, de fabricação no Brasil e de categoria do veículo.
- Pessoa com deficiência ou com autismo, com o direito reconhecido pela Receita Federal.
- Taxista que usa o carro como táxi, também com o direito reconhecido pela Receita.
Papo reto pra quem roda de aplicativo: a MP fala em táxi. Motorista de app não aparece nessa regra.
Os carros que podem sair zerados
A MP não cita nenhum carro pelo nome. Vale a versão que tiver o registro de sustentável. O ponto de partida é a lista do programa Carro Sustentável, que hoje dá IPI zero. Abaixo, os modelos da tabela que o MDIC publicou em janeiro de 2026, com as versões que aparecem nela. As fotos são dos modelos e podem mostrar uma versão diferente da que está na lista.








Os jornais falam numa lista de 12 carros, que inclui Citroën C3, Citroën Basalt e Renault Kardian. Esses não aparecem na tabela do MDIC de janeiro que consultamos. Se entraram depois, quem confirma é o MDIC ou a concessionária.
Não é o modelo todo: é a versão. Antes de fechar negócio, pergunte na loja se aquela versão tem o registro de versão sustentável.
O ponto de partida é 6,3% para carro de passeio. Em cima disso, a MP soma ou tira pontos:
- +12pontos a mais para carro a diesel
- +6,5pontos a mais para carro a gasolina
- 0para carro flex
- -2pontos para carro elétrico
- Potência: motor pequeno, até 55 kW, tira 2,15 pontos. Os mais potentes, acima de 290 kW, somam 6,5.
- Economia de combustível: pode tirar até 2 pontos.
- Segurança: carro com estrutura e tecnologias de segurança previstas tira 1 ponto.
- Reciclagem: pode tirar até 2 pontos.
Essa conta ainda passa por um fator de conversão. Picape paga. Caminhão de 3.500 quilos pra cima fica de fora.
Ninguém garante que o carro vai baixar ou subir já em fevereiro. Segundo a Agência Câmara, o aumento do imposto ocorrerá a partir de 2028. A MP manda o governo enviar ao Congresso, até 31 de maio de 2027, o projeto com as alíquotas de 2028 em diante. A conta grande ainda vai ser decidida, e cabe cobrar dos deputados e senadores de quem você votou.
Antes de comprar carro em 2027
Pergunte a versãoConfirme na loja se a versão tem registro de versão sustentável no MDIC
Compare o preçoImposto zero só ajuda se a loja repassar: pesquise em mais de uma concessionária
PcD e taxistaO direito ao imposto zero depende do reconhecimento da Receita Federal
Fontes: Texto da Medida Provisória 1.399/2026, Ministério da Fazenda, Agência Câmara, MDIC, lista do Carro Sustentável, Correio.
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