SEM ÔNIBUS, SEM VOTO? Lula pede votação até as 19h após problemas no transporte
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Quem depende de ônibus para chegar ao trabalho sabe o sufoco que é esperar no ponto e ver o tempo passar. Agora, imagina enfrentar essa situação justamente no dia de decidir o futuro do país nas urnas!
Foi esse o cenário que provocou uma nova tensão nas eleições deste domingo (25). O presidente Lula pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação do horário de votação até as 19h em cidades afetadas por problemas no transporte público, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, além de São Paulo.
A bronca chegou à Justiça Eleitoral
Lula criticou a falta de ônibus e afirmou que não vai aceitar o que chamou de “roubalheira” no processo eleitoral. A preocupação é que a redução da frota dificulte o deslocamento de eleitores, principalmente daqueles que dependem exclusivamente do transporte coletivo.
E aqui vai o ponto central: o direito ao voto não pode virar privilégio de quem tem carro, dinheiro para transporte por aplicativo ou mora perto da seção eleitoral.
Em Salvador, a situação ganhou contornos ainda mais sérios. A Justiça Eleitoral já havia determinado o restabelecimento de 100% da frota, e o descumprimento das medidas passou a ser questionado.
E aí, vai ter votação até as 19h?
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, determinou que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestassem, em até 30 minutos, sobre o pedido de extensão do horário em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
Mas atenção: pedir a prorrogação não significa que ela já foi autorizada. A decisão ainda dependia da análise das informações solicitadas pela Justiça Eleitoral.
A discussão vai além da briga política. Quando o transporte falha justamente no dia da votação, quem mora longe, pega dois ônibus ou depende da condução para tudo pode acabar sendo o mais prejudicado.
O papo é reto!
Na favela, o povo conhece bem essa realidade: quando o serviço público não funciona, é a população que paga a conta.
Agora, a pergunta é direta: quem teve dificuldade para chegar à urna vai ter tempo e condições de exercer seu direito?
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