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Puro Dendê

Shelton virou Faraó pela numerologia — e inventou um ritmo para o subúrbio

O artista nasceu Shelton, cantou funk como MC Shelton e trocou de nome depois de pesquisar numerologia. Criou o eletropagofunk, que ele define como o ritmo da suburbana. A história no Puro Dendê Talks.

Por Super Admin 9 de setembro de 2026 4 min de leitura 14
Shelton virou Faraó pela numerologia — e inventou um ritmo para o subúrbio
1:13:01 · Assistir
Reprodução / Puro Dendê Talks

Ele nasceu Shelton. Começou cantando funk com o nome de MC Shelton — e esbarrou num problema prático: ninguém achava ele na busca da internet.

A troca de nome não foi palpite. Ele conta que foi pesquisar numerologia, testou o próprio nome, e "Faraó" bateu certo. Ficou Oh Faraó.

A trajetória foi o assunto do episódio do Puro Dendê Talks, transmitido ao vivo na segunda-feira (8), com 1 hora e 13 minutos de conversa.

O barco que sumiu

A primeira lembrança de arte na vida dele tem três anos de idade.

Ele estava olhando o mar, viu um barco, e o barco sumiu de vista. Perguntou à mãe onde tinha ido. A frase saiu com uma tristeza que a mãe achou poética demais para a idade — e virou a história que a família conta até hoje quando o assunto é o artista da casa.

No episódio ele diz que todo ambiente por onde passou o empurrou para a arte: escola, rua, casa. Queria ser artista desde sempre.

"Eu não criei o pagofunk. Criei o eletropagofunk"

É a parte em que ele faz questão de ser preciso.

Segundo ele, não inventou o pagofunk nem o pagotrap — inventou o eletropagofunk, e trata isso como patente. Lançou um EP com o nome do ritmo, o Eletropagofunk 2.0.

A definição que ele dá é de liberdade total: a música pode começar no funk e terminar no rock, começar no rock e terminar no pagode, sair do maracatu para a lambada. Harpa e tambor tocando ao mesmo tempo, se for o caso.

E tem endereço. Ele chama de o ritmo da suburbana e diz que o subúrbio inteiro pode abraçar, porque é dele.

O que ele pensa sobre palco e repertório

Uma parte da conversa é de ofício puro, e vai contra a vaidade que se espera de artista.

Ele defende que quem sobe ao palco tem de tocar o que o público gosta — e o público gosta também da música dos outros. Para ele, montar repertório é isso: misturar o que é seu com o que a plateia quer ouvir.

Talento, não número

Sobre a cena do subúrbio, ele diz que anda procurando gente nova para somar — e que não escolhe por número de seguidor.

O critério que ele descreve é outro: quem corre atrás do próprio sonho, quem é guerreiro. A ideia que repete é multiplicar talento.

Assista à conversa completa

O episódio está na íntegra na nossa página de vídeos, sem sair do portal.

Outro episódio da série no portal

Também está publicado aqui Do volante ao dendê: a virada do Chefe Pivete, do Restaurante Cristo Salvador, com o dono do Restaurante Cristo Salvador, no Subúrbio Ferroviário — a história de quem saiu do volante de um ônibus para a cozinha.

Matéria apurada a partir do próprio episódio. O Puro Dendê Talks também publica no Instagram, em [@purodendetalks](https://www.instagram.com/purodendetalks/).

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